| Jornal online - Registo ERC nº 125301



Sushi de caça, pesca e castanha em Bragança
Publicado sexta-feira, 19 de outubro de 2012 | Por: Notícias do Nordeste

Uma feira anual dos principais produtos da região de Bragança vai lançar um desafio ao paladar dos visitantes, convidando a provar um sushi de caça, pesca e castanha, divulgou a organização.





A adaptação dos produtos tradicionais transmontanos ao típico prato japonês ficará a cargo da criatividade de um dos chefs de cozinha que, de01 a04 de Novembro, apresentarão, na Norcaça, Norpesca e Norcastanha, vários pratos com os atractivos do certame.

A confecção do sushi com carne de caça, peixe do rio e castanha ficará a cargo do chef Luís Barradas e promete ser um chamativo no certame que leva onze anos a divulgar os produtos emblemáticos da gastronomia e agricultura do Nordeste Transmontano.

O evento reserva, além das exposições e gastronomia, um programa com 23 actividades dentro e fora do recinto do Centro Empresarial de Bragança, como adiantou Rui Caseiro, vice-presidente da Câmara de Bragança.

A autarquia organiza a feira com associações dos sectores e outras entidades, como o Instituto Politécnico de Bragança, e espera cerca de 15 mil visitantes, à semelhança de anos anteriores, apesar dos constrangimentos da crise.

A caça já foi um dos sectores mais dinâmicos da região de Bragança, procurada por caçadores de todo o país e de Espanha, um movimento que tem vindo a diminuir, sobretudo na última década, como realçou Rui Caseiro.

O responsável atribuiu esta quebra à perda de capacidade financeira devido à crise, mas também ao ordenamento cinegético que «ordenou em demasia, dividiu muito, em áreas muito pequenas».

«As zonas de caça que foram criadas, associativas e municipais, algumas não têm área suficiente. Por outro lado, requer-se que haja uma gestão mais profissional e para isso é necessário aplicar mais conhecimentos técnicos, é necessário haver investimento e capacidade financeira para que isso aconteça», defendeu.

Rui Caseiro acredita ser possível recuperar o peso do sector, agrupando a gestão das zonas de caça para ganharem dimensão e atraírem novamente caçadores a uma região que «tem condições únicas para a caça das diversas espécies».

Já a castanha tem feito um percurso inverso, assumindo-se nos últimos anos como «o ouro negro» transmontano, muito valorizado comercialmente.

Bragança é das maiores produtoras nacionais e espera um ano «normal» de produção, apesar de a campanha estar ligeiramente atrasada devido às condições climatéricas.

A feira, que decorre nos primeiros dias de Novembro, tem ainda espaço para o debate no V Fórum Internacional dos Países Produtores de Castanha e para um seminário sobre a zona de caça nacional da Lombada, a maior da região, com mais de 20 mil hectares que, na opinião dos organizadores do evento, «pode ser ainda mais valorizada».

O orçamento do evento sofreu um ajustamento, com uma redução de 20 por cento em relação à edição anterior, fixando-se em cerca de 70 mil euros.

Fonte: Agência Lusa

Facebook
Twitter
Technorati
Linked in
Stumbleupon
Digg it
Email
Newsvine
del.icio.us
YouTube
Reddit
Print Friendly and PDF

Comentários:

Enviar um comentário




Mais Notícias

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
PUBLICIDADE


Receba actualizações por e-mail

Digite aqui o seu e-mail e preencha o campo do formulário para solicitar a inscrição

Arquivo

Arquivo geral de notícias publicadas no Jornal de Arqueologia.Verifique toda a nossa actividade editorial, consultando tudo o que foi publicado no site em cada dia, em cada mês ou em cada ano.

Consultar Arquivo | Fechar Arquivo