Economia: formado grupo de trabalho para salvar a Casa do Douro
Sabe-se desde há longa data das dificuldades com a Casa do Douro, a centenária instituição da lavoura duriense, se debate. Uma sucessão de ruinosas gestões acabou por transformar este organismo, de suporte fundamental para a economia dos pequenos e médios agricultores da região vinhateira mais antiga do mundo, como um problema de consequências indefinidas, caso a ruptura venha a ser definitivamente anunciada.
Para fazer face à falência desde há muito anunciada da Casa do Douro, o ministro da Agricultura, António Serrano, anunciou quarta-feira no Parlamento que foi constituído um grupo de trabalho com esta instituição para encontrar uma solução que garanta a sua sobrevivência.
António Serrano parece determinado em colocar fim a um imbróglio que se arrasta desde há alguns anos e que em nada contribui para fomentar a estabilidade social na região produtora do Vinho Fino, conhecido internacionalmente como o famoso “Vinho do Porto”.
"Houve uma reunião a 4 de Dezembro com a Casa do Douro, solicitada por mim, e desafiámo-los para que até ao final de Janeiro possamos alcançar um compromisso que respeite a identidade da Casa do Douro na região e salvaguarde os interesses dos viticultores", afirmou António Serrano na comissão parlamentar de Agricultura.
Nessa comissão o ministro reconheceu que a Casa do Douro está "numa situação de ruptura", com uma dívida que cresce exponencialmente.
O ministro expôs de forma realista a actual situação vivida no Douro ao corroborar, sem reticências, a verdadeira realidade. “Eles não aguentam mais. É necessário garantir a sua sobrevivência, mas também o papel muito importante que têm na região".
Numa região desertificada, a Casa do Douro representa cerca de 40 mil vitivinicultores que vivem das cotas legalmente estabelecidas para a produção do Vinho do Porto, e que entre os agricultores se designa por “beneficio”.
Numa região desertificada, a Casa do Douro representa cerca de 40 mil vitivinicultores que vivem das cotas legalmente estabelecidas para a produção do Vinho do Porto, e que entre os agricultores se designa por “beneficio”.

Enviar um comentário