Douro devastado
O Ministro da Agricultura, Jaime Silva, veio ao Douro inteirar-se da situação de centenas de pequenos e médios agricultores que na noite da passada quarta-feira viram desaparecer, em pouco mais de quinze minutos, o produto de um ano de trabalho.
A queda de granizo trouxe o desespero a centenas de famílias que têm por única fonte de rendimento as vinhas que produzem o afamado Vinho do Porto, encontrando-se a maioria delas numa situação dramática e que só a intervenção governamental poderá vir a atenuar.
Cerca de quinze minutos foi o tempo suficiente para “arrasar” cerca de 1700 hectares de vinha, numa faixa territorial que abrangeu os concelhos de São João da Pesqueira, Tabuaço, Alijó e Sabrosa.
As zonas mais afectadas foram as povoações de Ervedosa, no concelho de São João da Pesqueira e Pinhão e Vale de Mendiz, no concelho de Alijó.
Os habitantes da pequena aldeia vinhateira de Vale de Mendiz, onde esteve hoje pelas 14 horas Jaime Silva, não se recordam de uma calamidade tão grande: “pensávamos que era o fim do mundo, pouco vamos aproveitar nesta vindima”, afirmaram alguns agricultores para o Notícias do Nordeste.
Em alguns sítios as videiras ficaram completamente “nuas”, sem as folhas e o fruto, o que testemunha a violência da intempérie. A tromba de água criou um ambiente de autêntico pânico entre os habitantes desta pequena localidade duriense, arrastando-se muitos dos gritos de pessoas mais idosas pela noite dentro.
Algumas estradas e caminhos pedonais ficaram também intransitáveis, devido à enxurrada de terras e pedras que foram arrastadas dos socalcos pela ferocidade das águas pluviais que caíram em apenas quinze minutos.
Apesar da situação, o Ministro da Agricultura pouco adiantou, sublinhando apenas “a importância dos agricultores se consciencializarem para a necessidade de fazerem seguros, até porque o Estado gasta anualmente 20 milhões de euros a apoiá-los", declarou o responsável da tutela.
Laconicamente, Jaime Silva também foi adiantando que serão viabilizadas medidas de apoio para os agricultores que viram desaparecer a sua colheita deste ano, sendo o apoio inicial de 75 por cento a fundo perdido para obras de reconstrução de muros e caminhos.
O ministro da tutela da agricultura também demonstrou saber que “ há pequenos agricultores, principalmente da zona do Pinhão que não têm seguros. Vamos ver e analisar qual é a extensão dos prejuízos e depois anunciaremos o que podemos fazer para apoiar".
Entretanto, a Câmara Municipal de Alijó já solicitou ao Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Agricultura uma pulverização, via área, das vinhas situadas na área afectada com um produto à base de cálcio, a fim de promover a cicatrização dos cachos e das videiras.
Pela terceira vez consecutiva os agricultores durienses vêem as suas colheitas serem destruídas pela queda de granizo, que nos últimos os três anos, sempre em Junho, se tem abatido sobre a vinha, hortas, olivais e pomares.
A queda de granizo trouxe o desespero a centenas de famílias que têm por única fonte de rendimento as vinhas que produzem o afamado Vinho do Porto, encontrando-se a maioria delas numa situação dramática e que só a intervenção governamental poderá vir a atenuar.
Cerca de quinze minutos foi o tempo suficiente para “arrasar” cerca de 1700 hectares de vinha, numa faixa territorial que abrangeu os concelhos de São João da Pesqueira, Tabuaço, Alijó e Sabrosa.
As zonas mais afectadas foram as povoações de Ervedosa, no concelho de São João da Pesqueira e Pinhão e Vale de Mendiz, no concelho de Alijó.
Os habitantes da pequena aldeia vinhateira de Vale de Mendiz, onde esteve hoje pelas 14 horas Jaime Silva, não se recordam de uma calamidade tão grande: “pensávamos que era o fim do mundo, pouco vamos aproveitar nesta vindima”, afirmaram alguns agricultores para o Notícias do Nordeste.
Em alguns sítios as videiras ficaram completamente “nuas”, sem as folhas e o fruto, o que testemunha a violência da intempérie. A tromba de água criou um ambiente de autêntico pânico entre os habitantes desta pequena localidade duriense, arrastando-se muitos dos gritos de pessoas mais idosas pela noite dentro.
Algumas estradas e caminhos pedonais ficaram também intransitáveis, devido à enxurrada de terras e pedras que foram arrastadas dos socalcos pela ferocidade das águas pluviais que caíram em apenas quinze minutos.
Apesar da situação, o Ministro da Agricultura pouco adiantou, sublinhando apenas “a importância dos agricultores se consciencializarem para a necessidade de fazerem seguros, até porque o Estado gasta anualmente 20 milhões de euros a apoiá-los", declarou o responsável da tutela.
Laconicamente, Jaime Silva também foi adiantando que serão viabilizadas medidas de apoio para os agricultores que viram desaparecer a sua colheita deste ano, sendo o apoio inicial de 75 por cento a fundo perdido para obras de reconstrução de muros e caminhos.
O ministro da tutela da agricultura também demonstrou saber que “ há pequenos agricultores, principalmente da zona do Pinhão que não têm seguros. Vamos ver e analisar qual é a extensão dos prejuízos e depois anunciaremos o que podemos fazer para apoiar".
Entretanto, a Câmara Municipal de Alijó já solicitou ao Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Agricultura uma pulverização, via área, das vinhas situadas na área afectada com um produto à base de cálcio, a fim de promover a cicatrização dos cachos e das videiras.
Pela terceira vez consecutiva os agricultores durienses vêem as suas colheitas serem destruídas pela queda de granizo, que nos últimos os três anos, sempre em Junho, se tem abatido sobre a vinha, hortas, olivais e pomares.

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