Equacionada a hipótese da construção de uma central nuclear no Nordeste Transmontano
A Enupor – Energia Nuclear de Portugal, empresa ligada ao empresário Patrick Monteiro de Barros, com vista à instalação de uma central nuclear em Portugal está a fazer levantamentos em quatro locais possíveis no território nacional, tal como confirmou o assessor científico do projecto, Sampaio Nunes, ao JN, explicando que a empresa já efectuou estudos prévios, acrescentando no entanto que são "análises muito preliminares".
Quanto à possível instalação da central nuclear no Nordeste Transmontano as reacções dos responsáveis já se fizeram sentir.
Moraes Machado, presidente da Câmara de Mogadouro, não comentou concretamente a possível instalação, "dada a sua gravidade", embora seja o tema da reunião do Executivo, hoje na autarquia.
O edil de Freixo de Espada à Cinta diz que foi apanhado de surpresa e não aceita esta hipótese, "é ridículo pensar instalar uma central nuclear no parque do Douro Internacional" afirmou.
Jorge Nunes, presidente da Câmara Municipal de Bragança, salientou que a construção de uma central nuclear "não faz sentido" e que "o país não tem dimensão, não tem cultura científica suficiente, nem preparação humana para garantir a construção de uma central dessa natureza, nem estamos na situação de o país ter de vender solo para resolver problemas ambientais graves de outros países", justificou o responsável autárquico.
Também o grupo parlamentar do PSD rejeitou a hipótese da instalação de uma central nuclear no Douro Internacional. Adão Silva, deputado eleito pelo círculo eleitoral de Bragança, apresentou um requerimento na Assembleia da Republica pedindo esclarecimentos e em declarações ao mesmo jornal, disse que tem conhecimento da realização de estudos junto à barragem de Bemposta. O deputado advoga a rejeição absoluta à central nuclear, uma vez que será prejudicial à região, que tem muitos impactos negativos, nomeadamente o aumento de três graus centígrados nas águas do Douro. "O distrito não é o quintal das traseiras de Portugal" afirmou.
O Jornal de Noticias apurou que houve reuniões com os respectivos autarcas, por isso "não podem ser surpreendidos", declarou, Sampaio Nunes, tanto mais que "um dos elementos base do projecto é que tenha aceitação local" disse.
Foram entretanto efectuadas sondagens nas regiões estudadas, para conhecimento do eventual interesse na implantação da central nuclear como pólo de desenvolvimento, já que um empreendimento desta envergadura obrigaria à mobilização de muitos meios, nomeadamente a existência de uma universidade que forme engenheiros especializados em energia nuclear.
Quanto à possível instalação da central nuclear no Nordeste Transmontano as reacções dos responsáveis já se fizeram sentir.
Moraes Machado, presidente da Câmara de Mogadouro, não comentou concretamente a possível instalação, "dada a sua gravidade", embora seja o tema da reunião do Executivo, hoje na autarquia.
O edil de Freixo de Espada à Cinta diz que foi apanhado de surpresa e não aceita esta hipótese, "é ridículo pensar instalar uma central nuclear no parque do Douro Internacional" afirmou.
Jorge Nunes, presidente da Câmara Municipal de Bragança, salientou que a construção de uma central nuclear "não faz sentido" e que "o país não tem dimensão, não tem cultura científica suficiente, nem preparação humana para garantir a construção de uma central dessa natureza, nem estamos na situação de o país ter de vender solo para resolver problemas ambientais graves de outros países", justificou o responsável autárquico.
Também o grupo parlamentar do PSD rejeitou a hipótese da instalação de uma central nuclear no Douro Internacional. Adão Silva, deputado eleito pelo círculo eleitoral de Bragança, apresentou um requerimento na Assembleia da Republica pedindo esclarecimentos e em declarações ao mesmo jornal, disse que tem conhecimento da realização de estudos junto à barragem de Bemposta. O deputado advoga a rejeição absoluta à central nuclear, uma vez que será prejudicial à região, que tem muitos impactos negativos, nomeadamente o aumento de três graus centígrados nas águas do Douro. "O distrito não é o quintal das traseiras de Portugal" afirmou.
O Jornal de Noticias apurou que houve reuniões com os respectivos autarcas, por isso "não podem ser surpreendidos", declarou, Sampaio Nunes, tanto mais que "um dos elementos base do projecto é que tenha aceitação local" disse.
Foram entretanto efectuadas sondagens nas regiões estudadas, para conhecimento do eventual interesse na implantação da central nuclear como pólo de desenvolvimento, já que um empreendimento desta envergadura obrigaria à mobilização de muitos meios, nomeadamente a existência de uma universidade que forme engenheiros especializados em energia nuclear.

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