Depois do Sabor, agora é o Rio Tua que se pretende represar. A luz verde para a construção de um empreendimento hidroeléctrico junto da foz do rio Tua foi já dada pela Direcção-Geral de Geologia e Energia (DGGE), noticía a Jornal Nordeste.
A futura barragem atingirá directamente os concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães e Mirandela, e além de surgir equipada com tecnologia capaz de gerar uma potência de produção energética calculada em 208 Megawatts, a sua albufeira constituirá uma importante reserva de água para a reposição do caudal do rio Douro.
Ao que o Notícias do Nordeste conseguiu apurar, foi já constituído um consórcio que integra as empresas TIS.pt, CEDRU e LOWE, consórcio esse que se encontra no terreno a realizar uma primeira avaliação dos impactos sócio-económicos para a Companhia Portuguesa de Produção de Electricidade (CPPE).
Só numa fase posterior a esta análise preliminar é que será efectuado um Estudo de Impacto Ambiental, onde se incluirá uma análise separada de descritores como a economia, a sociedade, o ambiente e o património.
A barragem de Foz-Tua é uma velha aspiração dos habitantes do concelho de Carrazeda de Ansiães, que nos últimos tempos se têm debatido com graves problemas de falta de água.
Se não houver contratempos a nível da avaliação ambiental e patrimonial, a barragem, orçada em 237 milhões de euros, entrará em funcionamento em 2014, estando agendado no cronograma do projecto o início das obras para o ano de 2009.
NN [20-01-2006]
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