A UGT está preocupada com a constante e acelerada perda do poder de compra com que os assalariados e pensionistas portugueses se têm confrontado no último semestre.“Em Setembro, os preços voltaram a aumentar colocando a inflação homóloga em 2.8%, o valor mais elevado desde Julho do ano passado. Tudo aponta para que esta tendência de subida de preços se mantenha, ou venha mesmo a intensificar-se, até ao final do ano”, refere um comunicado de imprensa desta central sindical.
Esta tendência de subida de preços é um “fenómeno” económico que normalmente ocorre do final do ano, facto que preocupa a UGT, que no mesmo comunicado refere que os dados revelados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) “a variação mensal de preços foi de 0.2%, ou seja, superior à registada em Agosto (0.1%) e no mês de Setembro de 2004, mês em que aquela variação foi nula. A taxa de inflação anual (últimos 12 meses) mantém-se nos 2.2%, valor idêntico ao do mês precedente, mas apresentando claras tendências de subida nos próximos meses.
O aumento dos preços ficou-se a dever principalmente à classe dos Transportes, e nesta, à rubrica relativa aos combustíveis. Mas, também a classe de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis aumentaram já 4,6% face a Setembro de 2004, valor que nos próximos meses tende a ser ainda mais agravado face ao aumento de 4.0% do preço do gás natural”.
O prognóstico da UGT% é claro: “a confirmarem-se as previsões da inflação, assistiremos a novas perdas do poder de compra em 2005, situação claramente inaceitável para a UGT e que importa corrigir de futuro”.
NN[18-10-2005]
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