| Jornal online - Registo ERC nº 125301



AJAP preocupada com os efeitos da seca na região. Controlos menos apertados para os agricultores
Publicado quarta-feira, 3 de agosto de 2005 | Por: Notícias do Nordeste

A situação de seca que assola todo o país e da qual a região de Trás-os-Montes e Alto Douro não escapa ilesa está a fazer levantar várias vozes de instituições e associações ligadas à agricultura. A AJAP (Associação dos Jovens Agricultores Portugueses) é apenas mais uma força que se levanta para remar contra a maré de problemas que tem surgido com a seca e a canícula que assola o país. Firmino Cordeiro, presidente da AJAP, lembra que são às centenas os projectos que estão encravados na Direcção Regional da Agricultura de Mirandela e que há muito que não é feita uma unidade de gestão para a aprovação de projectos. "Há projectos como furos, depósitos e poços que deviam ser desbloqueados", diz.
O presidente da AJAP alerta para o estado de stress hídrico em que se encontram as árvores e as culturas da região, com especial atenção para a oliveira e para as vinhas do Douro, na região da Régua. Até mesmo a palha indispensável para os animais está a escassear e a Espanha aproveita a situação para aumentar os preços. Firmino Cordeiro aconselha mesmo os agricultores transmontanos a comprar palha aos países do leste, como por exemplo a Polónia, onde esta é comercializada a um preço bem mais acessível.
A AJAP pensa realizar uma acção conjunta com a CNA (Cooperativa Nacional Agrícola), no sentido de pressionar o governo, e com isso conseguir ajudas governamentais e a elaboração de um plano de emergência para a captação de água. O presidente da associação não quis deixar passar em branco a dureza dos controlos do INGA (Instituto Nacional de Intervenção e Garantia Agrícola) e fala que os membros deste instituto "não são polícias e devem aconselhar mais vezes os agricultores", pois estes acabam por cair na teia burocrática tecida pela Comunidade Europeia, e pela complexidade destes projectos.
Há agricultores há quase quatro anos sem receber subsídios por estarem numa situação de controlo, o que os coloca desprovidos de capital, sem subsídios e sem condições financeiras de assumir as explorações, e até mesmo os encargos pessoais e familiares.
Miguel Midões [03-07-2005]

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