A dependência da economia moderna de energias poluentes tem sido a grande causa dos índices de poluição que a pouco e pouco se têm reflectido nas nefastas alterações climáticas cujas consequência ainda estão por determinar.
Este processo poluidor, que alguns classificam de destruidor e irreversível, tem gerado movimentos internacionais de cientistas que a cada passo alertam para a inevitabilidade de uma mais fraca qualidade de vida no futuro.
As relações de reciprocidade negativa para o planeta terra que se criaram com os altos índices de poluição e com a destruição do meio ambiente têm funcionado como um catastrófico efeito de dominó com uma tendência de agravamento exponencial.
A falta de água e os ciclos de seca extrema começam a surgir, podendo ser já um sintoma ilustrativo da gravidade de um problema com repercussões Imprevisíveis num futuro não muito longínquo.
Talvez preocupado com esta realidade, e com uma economia fortemente subordinada ao petróleo, o Governo Socialista de José Sócrates anunciou recentemente um “pacote” de medidas que estruturam uma filosofia de produção energética menos poluidora.
O objectivo é libertar o país da dependência do petróleo até 2010, prevendo-se um quadro de investimentos que deverá rondar cerca de três mil milhões de euros.
Este anúncio foi feito durante a apresentação do Novo Concurso Eólico que decorreu na capital portuguesa.A energia eólica vai ser uma das formas de produção privilegiada neste plano energético, e o Nordeste enfileira-se como uma das regiões com grandes potencialidades nesse domínio. Por isso, esta proposta governamental foi aplaudida por muitos autarcas da região, que esperam que a suas autarquias possam participar activamente e daí retirar as justas contrapartidas para as populações locais.
A serra da Nogueira e a Serra de Bornes são apenas dois exemplos de espaços físicos que poderão vir a ser ocupados com aerogeradores, esperando-se a curto prazo a montagem de dois parques eólicos nestas duas serras transmontanas.
O processo da Serra de Bornes, circunscrição montanhosa partilhada entre os municípios de Alfândega da Fé e Macedo de Cavaleiros, configura-se como mais adiantado, estando desde algum tempo projectado um parque com cerca de trinta aerogeradores com capacidade para produzirem 60MW de potência efectiva em plena laboração.
L.P [21-07-2005]
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