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Norte de Portugal e Castela e Leão querem tornar-se Euro-Região
Publicado segunda-feira, 13 de junho de 2005 | Por: Notícias do Nordeste

O vinho uniu nos últimos dias a região norte de Portugal e a região de Castela e Leão - no I Festival Internacional Duero-Douro.
O evento, designado de “Vinus Durii” ficou marcado por uma “marca comum”, o rio Douro, que no futuro, e no âmbito de um projecto transfronteiriço poderá promover na Europa e no Mundo a viabilidade turística deste rio que é partilhado por portugueses e espanhóis.
Delineadas estão já iniciativas turísticas, culturais e sociais para desenvolver as zonas durienses. “Há já uma grande proximidade de relações entre as duas regiões e o mais importante é uni-las numa euro-região competitiva que tem o vinho e a cultura como elementos unificadores”, salientou Joao Moura de Sá, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte de Portugal (CCDRN).
João Moura sublinhou ainda que “Este plano de colaboração é muito mais que o vinho; trata-se de uma alavanca histórica. Trata-se de um plano integrado para uma euro-região que vai desde a cultura ao turismo. O norte de Portugal e a região de Castela e Leão têm que se unir para ser competitivos na Europa”, frisou. Quanto a medidas de consolidação concretas da parceria, Moura de Sá declarou que “Está já prevista a apresentação de uma candidatura à Comissão Europeia no primeiro trimestre de 2006 do projecto Duero/Douro”, assegurando que o norte português vai acolher o próximo festival em 2006 na Régua, em Vila Real ou no Porto.
No alinhamento do estreitamento de relações o presidente da CCDRN adiantou que está já prevista para o próximo dia 20 de Junho, em Bragança, uma reunião entre empresários e personalidades do cenário económico, para discutir e delinear outras iniciativas que contemplem as regiões em causa. No que toca ao caudal do rio e ao problema de seca que afecta os dois países, Moura de Sá referiu que está em marcha um conjunto de acções para diminuir os problemas, escusando-se a concretizar os projectos em causa.
Enoturismo é o complemento da colaboração luso - espanhola
Como complemento das colaborações vinícolas concertadas no festival, Fernando Bianchi de Aguiar, ex–secretário de Estado do Desenvolvimento Rural destacou a importância de desenvolver o enoturismo, salientando que “a concorrência internacional do sector vinícola obriga a que ambas as regiões comprometidas com o vinho do Douro não se centrem exclusivamente no lucro da produção mas que tenham em conta igualmente as possibilidades económicas do enoturismo”. Com estas declarações o especialista em vitivincultura pretende colocar a tónica na necessidade da aposta empresarial, fazendo uma ponte entre as potencialidades agrícolas do Douro como uma estratégia importante do turismo vinícola. “É preciso potenciar o Douro com o apoio das administrações para o projectar internacionalmente”, disse, acrecentando que, em Portugal, a estratégia mais eficaz para desenvolver a cooperação vinícola passa, numa primeira fase, por atrair o sector económico para o enoturismo. “Nota-se uma grande vontade política do lado espanhol para dinamizar os projectos de cooperação e, na verdade, só temos a ganhar com a parceria”, enfatizou Bianchi de Aguiar, adiantanto que Portugal terá de fazer um esforço acrescido, quer político, quer económico, para acompanhar a forte vontade espanhola de potenciar o vinho do Douro.
No decorrer do discurso, o actual professor da Universidade de Tràs-os-Montes salientou ainda que, com o festival em causa, as duas regiões deram o primeiro grande passo económico e cultural para o desenvolvimento do sector vinícola e da região do Douro.
Jorge Dias, vice-presidente do Instituto dos Vinhos do Porto, salientou também a necessidade de encetar esforços conjuntos, esencialmente na promoção da qualidade nas formas de cultivo, a partir de um estatuto de qualidade que permita melhorar a presença dos vinhos do Douro no mercado e que, para além disso, evite a introdução desenfreada de alterações tecnológicas e empresariais que desvirtuem o carácter do vinho.
Por seu lado, Gaspar Martins Pereira, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, referiu a necessidade de se reunir esforços para reduzir a falsificação de vinhos.
A arquitectura também reservou um lugar de ênfase neste I Festival Internacional Duero/Douro, com especial atenção para a mais-valia que essa poderá conceder à paisagem do Douro. “A Arquitectura tem de fazer um esforço para se adaptar aos valores tradicionais da cultura do Douro, já que tem uma responsabilidade para o desenvolvimento dessa área”, considerou o arquitecto António Belém Lima.
NN [10-06-2005]

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