A seca que assola o país há largos meses não está a colocar em causa todas as espécies cinegéticas. Logo, a resposta da Região Cinegética de Trás-os-Montes e Alto Douro à intenção do governo passar a abertura da época oficial de caça para 21 de Agosto é clara. Como as espécies migratórias não foram afectadas pelo clima seco, mas sim apenas as sedentárias, a Federação das Associações da Primeira Região Cinegética, defende a abertura da caça à rola a 15 de Agosto como estava estipulado, uma vez que esta é uma ave migratória.
Castanheira Pinto, presidente da Federação das Associações da Primeira Região Cinegética, fala mesmo que “é muito provável que se tenha notado um aumento do número de rolas na zona norte do país, visto esta ser uma das zonas menos afectadas pela seca e a ave ter vindo à procura de frescura.” Castanheira Pinto advoga ainda que estamos a falar de uma ave migratória, e o adiamento da abertura pode significar uma mobilização para outra zona qualquer, o que condiciona a época de caça no nordeste transmontano.
A federação reconhece a falta de água que se tem feito sentir por todo o país e concorda parcialmente com a decisão tomada pela secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas de abrir a época uma semana mais tarde. Só não está de acordo em relação às espécies. Coelhos e Perdizes, são exemplares sedentários que têm de ser protegidos por mais algum tempo, pois corre-se o risco do abate de um grande número de crias.
Em relação à seca, Castanheira Pinto fala ainda da falta de gestão do património cinegético, no sentido de observar quais são as espécies que necessitem de água em determinadas situações. Adianta mesmo que esta gestão, ou seja, a avaliação das condições de caça, cabe aos gestores das zonas associativas.
Miguel Midões [25-05-2005]
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