O Complexo Industrial do Cachão, criado nos anos sessenta e de imediato gerido pelo administrador Camilo Mendonça, foi a maior fonte de emprego do Nordeste transmontano, chegando a ocupar cerca de oitocentos funcionários.
A partir 1974, o percurso do complexo entrou numa fase de decadência, tornando-se públicas as elevadas dificuldades e uma situação de declarada falência técnica, o que levou centenas de trabalhadores para o desemprego.
Desde 1993 que o Complexo Industrial do Cachão tem vindo a ser gerido em conjunto pelas câmaras municipais de Vila Flor e Mirandela, estando actualmente no local apenas instaladas nove empresas em regime de comodato.
Mas a actual Direcção pretende introduzir medidas de fundo com vista à requalificação do tecido industrial do cachão. Para isso, elaborou já um projecto, no valor de 5 milhões de euros, que apresentou ao Ministério da Economia.
Nesse documento propõe-se a criação de uma nova sociedade anónima que conceba o complexo industrial como um pólo de desenvolvimento do sector agro-alimentar.
A ideia é especializar a área industrial na produção de produtos agro-alimentares para posteriormente vender sob a designação de uma marca de qualidade.Todos os produtos que no futuro saírem para o mercado do Complexo Industrial do cachão terão no rótulo uma denominação comum, que tanto pode ser “Trás-os-Montes e Douro”, como “Nordeste e Douro”.
Contudo, estes anos de generalizado abandono do local teve repercussões a nível da degradação das estruturas que integram esta unidade industrial, sendo certo que algumas delas já têm mais de 30 anos de existência.Em virtude de tais condicionalismos, é indispensável que as empresas que no futuro aqui se queiram instalar possam receber apoios, incentivos e alguma “descriminação positiva”.
A dinamização do Complexo Industrial num futuro próximo implica ainda a criação de uma rede de lojas ou postos de venda que serão instalados nos concelhos de Mirandela e Vila Flor e cujo principal objectivo é vender e promover os produtos que saírem do reabilitado Cachão.
[08-03-2005] L.P
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