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“Discriminação positiva” para os agricultores das zonas dos parques naturais. As benesses usufruídas são o triplo das atribuídas em casos normais.
Publicado quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005 | Por: Notícias do Nordeste

O abandono da agricultura, mormente pelos mais jovens que não optaram por seguir as “pisadas” dos seus progenitores, é à priori o principal “senão” da continuação da conservação da natureza nos parques naturais.
No intuito de inverter esta situação surgiu uma medida do programa RURIS, apresentada pela Direcção Regional de Agricultura de Trás-os-Montes (DRATM) e pelo Instituto de Conservação da Natureza (IPN), que tem como objectivo beneficiar as pessoas que fazem as suas culturas dentro dos parques naturais, incentivando-os a preservarem a natureza e cultivarem os campos usando produtos naturais.
Os agricultores dos Parques Naturais de Montesinho (PNM) e do Douro Internacional vão receber incentivos às práticas agrícolas por exercerem a actividade dentro de zonas protegidas. “Estas ajudas pretendem incentivar as pessoas a fazer um pouco de agricultura, mesmo que essa não seja a sua actividade principal”, sublinhou Adelaide Fernandes, técnica da DRATM.Estas benesses, destinadas ao PNM foram apresentadas, na passada quarta-feira, no auditório da Casa do Lavrador de Bragança, em reunião bastante frequentada pelos agricultores, que procuraram explicações sobre os novos benefícios.
As 88 aldeias, que subsistem praticamente da actividade agrícola, há muito que aguardavam esta “discriminação positiva” com a atribuição de subsídios melhores. “O PNM tem um conjunto de regras que os agricultores são obrigados a cumprir, o que por vezes provoca alguns conflitos entre a administração do parque e os agricultores”, declarou Jorge Dias, Director do Parque Natural de Montesinho.
A técnica da DRATM, explicou as diferenças entre as ajudas tradicionais e as ajudas de planos zonais, “no âmbito das medidas agro-ambientais nacionais os agricultores só podiam candidatar áreas específicas, enquanto que o plano zonal abrange toda a superfície agrícola útil, neste momento o subsídio base nos planos zonais é de cerca de 300 euros para a área de toda a superfície agrícola útil, enquanto que os subsídios das medidas agro-ambientais rondam os 100 euros”.
Para além da maior inclusão a nível das culturas, os valores das ajudas complementares também são mais elevados. “Neste momento o subsídio base nos planos zonais é de cerca de 300 euros para a área de toda a superfície agrícola útil, enquanto que os subsídios das medidas agro-ambientais rondam os 100 euros”, esclareceu a técnica.
O presidente da Junta de Freguesia de Rabal, uma das freguesias inseridas no PNM, Paulo Hermenegildo, não poupa elogios ao programa. “Esta é uma medida positiva para a preservação do parque, pois são os agricultores que vivem no parque que o preservam, numa tradição que vem sendo passada de geração em geração”, Paulo Hermenegildo lembrou também que “os agricultores estão desanimados porque, ao longo dos anos, muitas promessas foram feitas e nada foi cumprido, como aconteceu com os subsídios anunciados aquando da trovoada de granizo de Maio do ano passado”. Por isso, “espero que esta seja uma realidade para cumprir”, sublinhou o Presidente da Junta, referindo-se ao às ajudas extras dos planos zonais agora apresentados.
Enquanto que no PNM os subsídios destinam-se aos soutos, às culturas de cereais e aos lameiros, no Douro Internacional as vinhas, os citrinos, assim como os pombais e as carriças são as culturas distinguidas.
[14-02-2005] Celina Martins

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